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sábado, 11 de julho de 2009

Dona Morte

Sara, a jovem de 40 anos, mal sabia do que a esperava. Acabara de acordar, era um dia importante, espreguiçou-se de forma delicada, tanto que parecia não ter esticado nenhuma parte do corpo. Sentou-se a borda da cama enorme, vestida em lençóis de seda e calçou um sapato que mais parecia uma meia, levantou-se rapidamente, que já nem parecia a mesma moça que acabara de se espreguiçar tão lentamente. O café da manhã estava na cômoda ao lado da penteadeira; como de costume, Sara sentou-se na penteadeira virou o rosto para um lado, depois para o outro, soltou aqueles longos cabelos ruivos, que estavam presos numa fita de cetim, e escovou-os com a mesma velocidade com que se espreguiçara há pouco. Antes mesmo de terminar, esticou as mãos macias e branquelas para pegar a xícara que estava na cômoda ao lado, e quando estava apreciando o gosto da manhã que tinha aquele chá, o brilho de seus olhos apagou-se, o sorriso murchou. E assim ela renasceu..

Um comentário:

Maria Luísa disse...

putz
q perfeito!!!
nossa rafael q lindo mesmo de verdd!
vc se supera a cada texto